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Saberes Manuais – design, responsabilidade social e sustentabilidade no desenvolvimento de componentes para a indústria de confecção, calçados e artefatos.

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18 jan Saberes Manuais – design, responsabilidade social e sustentabilidade no desenvolvimento de componentes para a indústria de confecção, calçados e artefatos.

Saberes Manuais é um projeto realizado em parceria com o Sebrae e Assintecal, e exposto durante o Salão de Design e Inovação Inspiramais, se destacando por sua proposta de unir responsabilidade social, sustentabilidade e consumo consciente, desenvolvendo sistemas positivos para a criação da moda brasileira.

O projeto Saberes Manuais, há três edições tem trabalhado na realização de progressos no sentido de incentivar as operações de negócios que protegem a cadeia de valor e contribuem para todas as partes interessadas, incluindo membros das comunidades, empresários, colaboradores clientes, e meio ambiente.

Além de desenvolver componentes à partir de matérias-primas residuais com comunidades para a geração de emprego e renda, o projeto reúne o trabalho de empresas do setor, conectando fazeres, e oferecendo um mapeamento de novas possibilidades para o desenvolvimento de produto, com vistas à economia circular.

Grupos  e materiais destacados na edição Verão 2017

Ana Banana – Fibras naturais e tecelagem

Há dois anos o grupo se especializa na extração da fibra de bananeira, subproduto da cultura da banana. Ou seja, a planta  produz somente um cacho de bananas durante seu ciclo de vida e depois disso ela é cortada, eliminada do bananal (comercial) para que outras bananeiras produzam.

A microrregião de Joinville, da qual faz parte a cidade de São Francisco do Sul onde o grupo está localizado, é a principal produtora de banana em Santa Catarina, com 384 mil toneladas produzidas em 2014, segundo dados do Instituto Cepa. Para cada tonelada de banana produzida são geradas 3 toneladas de pseudocaule, cuja decomposição costuma provocar proliferação de mosquitos e fungos.

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Separação das fibras do pseudocaule da banana pela comunidade Ana Banana de São Francisco do Sul, SC.

 

A extração da fibra se faz após a produção e retirada dos cachos e do corte das bananeiras, com um excelente aproveitamento da matéria-prima natural, dividindo-a em cinco partes: A renda, a seda, a capa, o filé o contrafilé.

O Filé é usado para cordas finas, para acabamentos, e detalhes. Já o contrafilé para cordas e tranças com mais estrutura, como cintos por exemplo. A seda é para aplicações e revestimento, e flores com as peças. A capa é mais dura e resistente e pode ser utilizada na indústria moveleira, e a renda no tear.

fio da fibra

Após ser utilizada, por ser uma fibra natural, o componente desenvolvido com a fibra pode ser, desmontado e compostado para produção de adubo, tornando-se um agente biológico de um processo circular.

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Sapato masculino com parte do cabedal de fibra de banana pelo grupo Ana Banana de São Francisco do Sul, SC, na produção do calçado, as fibras são entreteladas proporcionando facilidade de manipulação.

Mulheres do Frei – Crochê com fio sustentável

Feito por mulheres do estado de Santa Catarina que ainda mantém vivo e  crescente a tradição do artesanato têxtil. As mulheres do Frei, vivem no município de Palhoça Santa Catarina, organizadas por Rosângela Gori. Há duas edições participando da mostra do salão, o grupo experimentou  o desenlvimento de componentes com a chamada seda sustentável, produzida a partir de casulos rejeitados pelos cultivadores do bicho-da-seda na região conhecida como Vale da Seda, no Paraná.

Os casulos rejeitados são levados para a fabricação de seda por meio, de certa forma artesanal, em pleno século XXI, por cerca de 70 funcionários, que utilizam, manualmente, máquinas de tecelagem, água de poço artesanal, água de captação da chuva, tinturas de folhas ( mangas, espinafre, erva-mate etc), cascas ( cerragem de eucalipto, pinhos etc), raízes ( cebola, açafrão etc), sementes ( urucum, índigo etc).

O componente desenvolvido dessa forma, também pode ser desmontado e compostado para a produção de adubo.

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Sapato realizado com a ecomatéria da Associação Jaraguaense de Recicladores do Vale do Itapocu em parceria com a RatoRói e crochê sustentável das Mulheres do Frei.
 

Das Catarinas – Material de reutilização da indústria têxtil e calçadista

Localizadas em Joinville, SC, a Das Catarinas é um grupo de mulheres reunidas pela Edna Mesadri que  começa sua história, entendendo que quando enviamos restos de materiais para o aterro estamos perdendo recursos preciosos. Em meio a uma indústria grandiosa, localizada em Santa Catarina, decidiu usar seu talento para reutilizar e criar nossas possibilidades com as  sobras de materiais da indústria têxtil e calçadista da região. Nesse momento, em parceria com o Estúdio RatoRói, pesquisa possibilidades circulares, para que depois de usado, o componente possa ser desmontado e seguir seu caminho como agente técnico da cadeia de produção.

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Sapato realizado com reaproveitamento de materiais do pólo de São João Batista, pela Das Catarinas em parceria com o Estúdio RatoRói.

Associação Jaraguaense de Recicladores no caminho da economia circular

 A Associação Jaraguaense de Recicladores é formada por um grupo de pessoas que além de fazer seu papel na separação dos resíduos sólidos urbanos e sua destinação correta na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, busca uma nova abordagem separando uma parte dos plásticos pós consumo para o desenvolvimento de um novo material em parceria com a RatoRói Moda e Design.

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Matéria-prima: Sacolas de mercado, sacos de lixo e embalagens recolhidas da coleta urbana do município de Jaraguá do Sul, SC.

Durante o processo os plásticos reciclados são simplesmente cortados e transformados em pedaços, para que depois com o calor e uma certa pressão eles são moldados. Nada é adicionado durante a “modelagem” – exceto o calor que é necessário – e não há desperdício, tudo pode ser flocado e transformado novamente. O processo é muito mais simples, gasta pouca água e energia, se comparado com outros processos de transformação. Todo o processo demora entre 15 minutos a duas horas, dependendo da espessura da folha e quantidade que será produzida. Como benefícios, há a produção de inovação, minimização de resíduos (diminuição de volume) e a transformação da ideia que temos de matéria-prima.

O novo material, preserva sua coloração original, e não precisa de adição de químicos. Novas estéticas podem ser conquistadas à partir da estamparia digital, por ser flexível e impermeável possui grande potencial como componente de calçados e acessórios.

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Sapato infantil realizado com a ecomatéria da Associação Jaraguaense de Recicladores do Vale do Itapocu, sem pigmentação, preservando a coloração original e aplicação de bordados

Componentes sustentáveis oferecidos pelas empresas parceiras

Solados de borracha reciclada e adesivos à base de água do Grupo Amazonas

Na mostra a empresa contribuiu com seus adesivos à base da água que foram usados na construção dos protótipos. Os adesivos da linha Aquabase  Amazonas são produtos de alta performance que apresentam uma versatilidade grande para uso nos mais diversos processos de construção de calçados. O resultado disso é que a possibilidade de migração de adesivos base solvente para a linha Aquabase Amazonas tornou-se muito simples do que era no passado. Os ganhos em resistências de colagem e melhora do ambiente de trabalho, obtidas com essa migraçãoo são significativos.

Além disso a coleção Saberes Manuais apresenta os solados desenvolvidos pela empresa à partir da borracha reciclada em novas colorações, e com a possibilidade do desenvolvimento de matrizes.

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Processo de desenvolvimento do solado. Foto: Amazonas.
 

Couro curtido com tanino vegetal da Sean Couros

Os couros da Sean Couros são curtidos com taninos vegetais, provenientes da casca de Acácia e casca de Quebracho. Sendo que, 90% é Acácia e 10% Quebracho. A Sean utiliza o tanino com qualidade homogênea e garantida, além de exigirem segurança no fornecimento, averiguando a recuperação das árvores exploradas e limites para exploração.

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Sapato feminino feito com componente de excedente da indústria de São João Batista  pelas Das Catarinas, e couro curtido com tanino vegetal da Sean Couros.
 

EcoSimple dá vida nova a aparas da indústria têxtil que eram consideradas apenas resíduos

Pioneira no segmento, a Ecosimple produz tecidos sustentáveis premium através do reaproveitamento de sobras da produção de malharias. Fios oriundos da reciclagem de PET também compõem a inovação. Na mostra Saberes Manuais, 2 metros de tecido foram trabalhados com o conceito Zero Waste, utilizando o aproveitamento total e nenhuma sobra em sua produção. Além disso o vestido foi confeccionado com 80% de costuras a mão, e idealizado pela Hexoplexo em parceria com a RatoRói Moda e Design.

13Mais informações:

Inspiramais

Exame.abril.com.br